Ruby, Rails e Git

Uma mulher estudando com um tablet, ao lado de um notebook com uma aula on-line e uma pilha de livros

Ilustração: unDraw

Antes de começar o projeto, vale conhecer as três ferramentas principais. Não precisa decorar nada: esta página é só uma visão geral, e o projeto mostra cada uma na prática. Leitura de uns 10 minutos.

Ruby, a linguagem

O Ruby é uma linguagem de programação: um jeito de escrever instruções que o computador entende. Ele foi criado no Japão, em 1995, por Yukihiro Matsumoto, o Matz, com uma ideia que ficou famosa: uma linguagem que ajude quem programa a gostar de programar e a ser feliz.

Por isso, o código Ruby costuma ser fácil de ler, quase como uma frase em inglês:

"Rails Girls".upcase      # => "RAILS GIRLS"
3.times { puts "Oi!" }     # escreve "Oi!" três vezes
nome = "Ana"
"Oi, #{nome}!"            # => "Oi, Ana!"
  • upcase deixa um texto em letras maiúsculas.
  • 3.times repete alguma coisa três vezes.
  • nome = "Ana" guarda um texto numa variável, e o #{nome} coloca esse texto no meio de outro.
  • O que vem depois do # é um comentário: uma anotação para quem lê, que o Ruby ignora.
O que é uma variável?

Uma variável é um nome que guarda uma informação para usar depois. Pense numa caixa com uma etiqueta. A etiqueta é o nome da variável, e o que está dentro da caixa é a informação. Por exemplo, a linha nome = "Ana" cria uma caixa com a etiqueta nome e coloca dentro dela o texto "Ana". Daí em diante, sempre que o código usar nome, é como se usasse "Ana".

flowchart LR
  ana_linha["A linha de código<br/>nome = #quot;Ana#quot;"] -->|cria| ana_caixa
  subgraph ana_caixa["🏷️ etiqueta: nome"]
    ana_valor["📦 dentro da caixa:<br/>#quot;Ana#quot;"]
  end

E dá para trocar o que está na caixa: depois de nome = "Bia", o mesmo "Oi, #{nome}!" vira "Oi, Bia!".

flowchart LR
  bia_linha["A linha de código<br/>nome = #quot;Bia#quot;"] -->|troca o que está dentro| bia_caixa
  subgraph bia_caixa["🏷️ etiqueta: nome (a mesma)"]
    bia_valor["📦 dentro da caixa:<br/>#quot;Bia#quot;<br/>(o #quot;Ana#quot; saiu)"]
  end

Por que começar pelo Ruby?

O Ruby não é a linguagem mais usada do mundo, mas é uma ótima escolha para começar:

  • É fácil de ler. Como nos exemplos acima, o código parece quase uma frase. Assim, você presta atenção na ideia, e não em símbolos.
  • É usado em produtos grandes. Sites como o GitHub e o Shopify são feitos com Ruby e Rails.
  • O que você aprende vale para outras linguagens. Variáveis, banco de dados, Git, ler mensagens de erro: tudo isso se repete no Python, no JavaScript e em muitas outras.
  • Tem uma comunidade acolhedora. Um lema famoso da comunidade é “Matz is nice, so we are nice” (o Matz é gentil, então a gente também é). O próprio Rails Girls nasceu nessa comunidade.

Rails, o framework

O Rails, ou Ruby on Rails, é um framework para criar sites e aplicações web com Ruby. Ele foi criado em 2004 por David Heinemeier Hansson e é usado em sites como o GitHub e o Shopify.

Um framework traz pronto o que quase todo app web precisa: receber a requisição do navegador, guardar informações num banco de dados, montar as páginas. Assim, você se concentra no que é só do seu app.

O Rails também segue convenções: combinados sobre que nome dar e onde colocar cada arquivo. Seguindo o combinado, ele liga as peças sozinho, e você escreve muito menos código.

No projeto, você vai conhecer as peças principais de um app Rails, uma por capítulo: a rota, o controller, a view, o model e a migration. Não precisa entender agora: os nomes vão fazer sentido quando você usar cada uma.

Git e GitHub, para guardar o seu progresso

O Git guarda versões do seu projeto, como os pontos salvos de um jogo de videogame. Cada versão salva é um commit. Se algo der errado, dá para voltar à última versão que funcionava.

O GitHub é um site onde você guarda o seu projeto, com todos os commits, na internet. É parecido com um Google Drive ou um Dropbox, só que para código, com uma diferença: ele não salva sozinho. Você escolhe quando guardar uma versão (o commit) e quando enviar para lá. Assim, você pode continuar de qualquer lugar, e outras pessoas podem ver o seu código.

Em resumo: o Git é a ferramenta, e o GitHub é o lugar. Veja como usar os dois no projeto em Git básico.

As palestras do pré-evento

Antes de cada workshop, o Rails Girls São Paulo faz um pré-evento com três palestras para quem vai participar. As gravações ficam no canal do Rails Girls São Paulo no YouTube, para assistir quando quiser.

E agora?

Siga para Terminal básico, ou comece o projeto pelo Mural de recados.


Material de Rails Girls São Paulo, licenciado sob CC BY-NC-SA 4.0. Uso livre e gratuito com atribuição; uso comercial proibido.

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